Billie Jean
Direção: Steve BarronQuebrou a barreira racial da MTV. A calçada que acende virou marca.
Dos discos gravados ainda adolescente na Motown até Invincible. Toque em um ladrilho para acender o álbum, ou use as setas do teclado.
Régua em escala real: cada traço é um lançamento. O trecho aceso mostra o intervalo desde o álbum anterior.
A capa original não aparece aqui porque é uma obra protegida por direitos autorais da gravadora. No lugar dela, o disco mostra o nome do álbum.
Nenhum prêmio registrado para este álbum nas fontes consultadas.
Um clipe de quatro minutos fez o maior canal de música do mundo rever o que tocava.
A MTV nasceu como um canal de rock, e quase todo mundo na tela era branco.
O canal estreou em agosto de 1981 e dizia que seguia o formato das rádios de rock. Na prática, artistas negros de sucesso ficavam de fora.
A crítica cresceu em 1983. Rick James reclamou publicamente de não ter seus clipes exibidos, e David Bowie, entrevistado pelo próprio canal, perguntou ao apresentador por que havia tão poucos artistas negros na programação.

Foi o primeiro clipe de um artista negro em alta rotação na MTV. Depois dele, Thriller vendeu mais 10 milhões de cópias.
O clipe, dirigido por Steve Barron, entrou no canal em 10 de março de 1983. Walter Yetnikoff, presidente da gravadora CBS, contou depois que ameaçou tirar da MTV todos os vídeos de seus artistas e tornar pública a recusa em tocar a música de um artista negro.
O canal ganhou audiência, e a gravadora ganhou a prova de que um clipe vendia discos.
"Beat It" veio semanas depois, com direção de Bob Giraldi e coreografia de Michael Peters, misturando dançarinos e integrantes reais de gangues de Los Angeles. A guitarra de Eddie Van Halen ajudou a música a tocar também nas rádios de rock.

Catorze minutos, diretor de cinema e zumbis dançando. As vendas do álbum dobraram.
A MTV estreou o clipe em 2 de dezembro de 1983, com direção de John Landis. O orçamento de 500 mil dólares era muito maior do que o de qualquer clipe da época.
Para pagar a conta, a produção vendeu um documentário de bastidores. A MTV pagou 250 mil dólares por ele e a Showtime, 300 mil. Foi a primeira vez que o canal colocou dinheiro em um vídeo, com a justificativa de que estava financiando um filme.
O canal anunciava o horário da próxima exibição a cada vez que o clipe passava, e a audiência chegava a dez vezes o normal. O álbum passou a vender cerca de um milhão de cópias por semana, e o documentário vendeu um milhão de fitas VHS, mais do que qualquer vídeo lançado até então.
Quebrou a barreira racial da MTV. A calçada que acende virou marca.
Dança de grupo contando uma história. Copiado por décadas.
Curta de 14 minutos. Três prêmios no primeiro MTV Video Music Awards.
Curta de 18 minutos no metrô de Nova York, com Wesley Snipes.
O passo da inclinação "antigravidade".
Estreia em 27 países ao mesmo tempo, para cerca de 500 milhões de pessoas.
Egito antigo com Eddie Murphy, Iman e Magic Johnson.
Com Janet Jackson. Cerca de 7 milhões de dólares, o clipe mais caro já feito.

O que mudou para outros artistas negros depois dele:
Datas e valores conferidos em outubro de 2026 nas páginas de "Billie Jean" e do clipe de "Thriller" na Wikipédia em inglês. O relato da ameaça à MTV é a versão de Walter Yetnikoff.
Cachês, lucros de turnês e direitos de músicas que foram para hospitais, crianças e campanhas contra a fome.
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Criada em 1992 para levar remédios a crianças e combater a fome, a falta de moradia e o abuso infantil.
O nome vem da música do álbum Dangerous. A turnê teve 3,5 milhões de espectadores entre 1992 e 1993. A fundação também criou programas de educação contra o abuso de drogas e álcool e levou crianças carentes para passar o dia no rancho Neverland.
A fundação perdeu a isenção de impostos em 2002, por deixar de entregar as prestações de contas anuais, e ficou inativa.

Depois de se queimar gravando um comercial, doou a indenização inteira de 1,5 milhão de dólares a um hospital.
Em janeiro de 1984, o cabelo de Michael pegou fogo durante a gravação de um comercial da Pepsi, e ele sofreu queimaduras de segundo grau. O dinheiro do acordo foi para o Brotman Medical Center, na Califórnia, que deu o nome dele ao seu centro de queimados.
Nas turnês, era comum ele visitar hospitais infantis e orfanatos nas cidades por onde passava, e parte da renda de shows foi destinada a hospitais e instituições para crianças doentes.
"We Are the World" foi gravada em uma noite por mais de 45 artistas. Noventa por cento do dinheiro foi para a África.
Em 1985, a fome na Etiópia mobilizou músicos dos dois lados do Atlântico. Michael e Lionel Richie escreveram a música para o projeto USA for Africa, e a gravação aconteceu em 28 de janeiro de 1985, com produção de Quincy Jones.
O dinheiro para a África foi dividido entre socorro imediato e projetos de longo prazo. Os outros dez por cento foram para programas contra a fome e a falta de moradia nos Estados Unidos.
O combate à fome também estava entre os objetivos da Heal the World Foundation, criada sete anos depois.
Mais de 20 milhões de cópias, mais de 80 milhões de dólares arrecadados e quatro Grammys.
O clipe quase não mostra Michael: usa imagens de fome, guerra e de líderes como Martin Luther King.
Maior sucesso dele no Reino Unido, nº 1 no Natal de 1995. O clipe ganhou um prêmio de proteção animal.

Valores conferidos em outubro de 2026 nas páginas da Heal the World Foundation, de "We Are the World" e de Michael Jackson na Wikipédia em inglês. O total de 500 milhões de dólares é uma estimativa.
A four-minute video made the world's biggest music channel rethink what it played.
MTV was born as a rock channel, and almost everyone on screen was white.
The channel launched in August 1981 and said it followed the format of rock radio. In practice, successful Black artists were left out.
Criticism grew in 1983. Rick James publicly complained that his videos weren't being aired, and David Bowie, interviewed by the channel itself, asked the host why there were so few Black artists on the air.

It was the first video by a Black artist in heavy rotation on MTV. Afterwards, Thriller sold 10 million more copies.
The video, directed by Steve Barron, joined the channel on March 10, 1983. Walter Yetnikoff, president of CBS Records, later said he threatened to pull all of his artists' videos from MTV and to go public about the channel's refusal to play music by a Black artist.
The channel gained viewers, and the label gained proof that a video could sell records.
"Beat It" came weeks later, directed by Bob Giraldi and choreographed by Michael Peters, mixing dancers with real Los Angeles gang members. Eddie Van Halen's guitar also helped the song reach rock radio.

Fourteen minutes, a film director and dancing zombies. Album sales doubled.
MTV premiered the video on December 2, 1983, directed by John Landis. Its US$ 500,000 budget was far larger than that of any video of the time.
To pay for it, the production sold a behind-the-scenes documentary. MTV paid US$ 250,000 for it and Showtime US$ 300,000. It was the first time the channel put money into a video, justifying it as financing a film.
Each time the video aired, the channel announced when it would play next, and ratings reached ten times the norm. The album went on to sell about a million copies a week, and the documentary sold a million VHS tapes, more than any video released until then.
Broke MTV's racial barrier. The light-up sidewalk became iconic.
Group dancing that tells a story. Copied for decades.
A 14-minute short film. Three awards at the first MTV Video Music Awards.
An 18-minute short shot in the New York subway, with Wesley Snipes.
The "anti-gravity" lean.
Premiered in 27 countries at once, to about 500 million people.
Ancient Egypt with Eddie Murphy, Iman and Magic Johnson.
With Janet Jackson. About US$ 7 million, the most expensive music video ever made.

What changed for other Black artists after him:
Dates and figures checked in October 2026 on the English Wikipedia pages for "Billie Jean" and the "Thriller" music video. The account of the threat to MTV is Walter Yetnikoff's version.
Fees, tour profits and song royalties that went to hospitals, children and campaigns against hunger.
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Founded in 1992 to bring medicine to children and fight hunger, homelessness and child abuse.
The name comes from the song on Dangerous. The tour drew 3.5 million people between 1992 and 1993. The foundation also ran drug and alcohol abuse education programs and brought underprivileged children to spend the day at Neverland Ranch.
The foundation lost its tax-exempt status in 2002 for failing to file its annual financial statements, and became inactive.

After being burned while filming a commercial, he donated the entire US$ 1.5 million settlement to a hospital.
In January 1984, Michael's hair caught fire while filming a Pepsi commercial, and he suffered second-degree burns. The settlement went to the Brotman Medical Center in California, which named its burn center after him.
On tour, he often visited children's hospitals and orphanages in the cities he passed through, and part of the concert proceeds went to hospitals and organizations for sick children.
"We Are the World" was recorded in one night by more than 45 artists. Ninety percent of the money went to Africa.
In 1985, the famine in Ethiopia mobilized musicians on both sides of the Atlantic. Michael and Lionel Richie wrote the song for the USA for Africa project, and it was recorded on January 28, 1985, produced by Quincy Jones.
The money for Africa was split between emergency relief and long-term projects. The other ten percent went to hunger and homelessness programs in the United States.
Fighting hunger was also one of the goals of the Heal the World Foundation, created seven years later.
More than 20 million copies, more than US$ 80 million raised and four Grammys.
The video barely shows Michael: it uses footage of hunger, war and leaders such as Martin Luther King.
His biggest hit in the UK, the 1995 Christmas number one. The video won an animal protection award.

Figures checked in October 2026 on the English Wikipedia pages for the Heal the World Foundation, "We Are the World" and Michael Jackson. The US$ 500 million total is an estimate.